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RE PERCUSSÃO

Flavia Belchior

01.09.2018

Repercussão

 
No ato de repercutir, tornar a percutir, repetir, dá-se à construção das culturas. Continuidade do que nos constrói e nunca se dá por construído.
Nessa coluna, vamos tratar desses elos que não se perdem e nem cansam de se repetir, essa corrente que nos conecta como sociedade, a necessidade de se comunicar, a mesma necessidade que deu origem ao instrumento que até hoje guarda e evoca nossas memorias ancestrais, o tambor.
Nos tempos de memorias em nuvens virtuais e comunicação quase tão instantânea quanto a transmissão de pensamento, tocar tambor não perdeu o seu sentido. E a cultura do tambor, cultivo desse bem maior da história da nossa comunicação, esta mais em pauta do que nunca no cotidiano das cidades.

*Tambor é o nome genérico atribuído a vários instrumentos musicais do tipo membranofone, consistindo de uma membrana esticada e percutida.
Os tambores são utilizados desde as mais remotas eras da humanidade. Acredita-se que os primeiros tambores fossem troncos ocos de árvores tocados com os pés ou galhos. Posteriormente, quando o homem aprendeu a caçar e as peles de animais passaram a ser utilizadas na fabricação de roupas e outros objetos, percebeu-se que ao esticar um pé sobre o tronco, o som produzido era mais agudo. A variedade de formatos, tamanhos e elementos decorativos depende dos materiais encontrados em cada região e dizem muito sobre a cultura que os produziu.
Os tambores exerciam nas civilizações primitivas diversos papéis. Além da produção de música para rituais e festas, os tambores, devido à sua grande potência sonora, também foram usados como meios de comunicação.

Vamos explorar esses tambores, ritmos e histórias  que repercutem ao longo da historia e ouvi-los percutindo o hoje.